
De acordo com o empresário Glauco Diniz Duarte, quando ouvimos falar em empreendedorismo, a primeira coisa que nos vem a cabeça é aquela pessoa inovadora, que busca a realização de abrir seu próprio negócio e que possa lhe trazer lucros.
Glauco explica que o intra-empreendedorismo é quando um colaborador, que trabalha para uma determinada empresa (que não é sua) não se contenta em apenas executar suas tarefas. Ele tem a capacidade de inovar, assumir responsabilidades, ter iniciativa. Este tipo de colaborador é mais comprometido com a empresa e seus valores e acima de tudo, com os resultados.
Muitos funcionários trabalham apenas na execução de suas tarefas, pelo simples fato de ao final do mês, poder receber seus salários e pagar suas contas, e muitas vezes trabalham com medo de errar, de serem supervisionados. Muitos não têm conhecimento do processo de negócio da empresa.
Segundo Glauco, o funcionário intra-empreendedor é aquele que trabalha como se fosse o dono da empresa, ele toma a iniciativa de detectar problemas e buscar soluções. Esse profissional tem iniciativa onde ao se deparar com algum problema ele vai buscar uma solução ao seu alcance sem esperar o aval de seu superior. O profissional empreendedor ao propor uma inovação ou uma solução ele precisa também levar em conta os custos financeiros caso necessário e se esses custos se encaixam dentro do orçamento da empresa, quais os impactos que isso trará para empresa em relação à mudança de processos e o seu retorno em relação ao investimento. Tendo esses dados em mão será muito mais fácil levar a proposta adiante junto aos gestores.
Muitas vezes os profissionais apenas possuem o perfil técnico e não conhece o processo de negócio da empresa. O profissional de TI tem que conhecer o perfil da empresa e seus processos, ter uma noção dá área em que a empresa atua e do tipo de negócio é fundamental.
O gestor de TI precisa saber qual a capacidade de investimento e quais são as suas prioridades para a área de TI por parte da empresa. Com base nesses dados, o profissional de TI será capaz de oferecer uma solução tanto na parte de sistemas, quanto na parte de infra-estrutura com o melhor custo benefício e que melhor atenda às necessidades.
É muito importante também a participação desses profissionais nas reuniões onde são tomadas decisões importantes, não ficando apenas restrita a área de tecnologia, senão,de que adianta propor uma solução de TI se o profissional da área desconhece os processos da empresa.
Por isso, destaca Glauco, é muito importante para as empresas deixar de lado as lideranças obsoletas do “faça o que eu mando” e incentive o intra-empreendedorismo. Valorizar mais as ideias e a incentivar os seus colaboradores a criar dentro da organização.
É preciso incentivar mais a participação dos funcionários nas reuniões e ouvir também as suas ideias e sugestões. É importante também que o profissional se capacite, faça cursos, participe de workshops patrocinados ou não pela empresa e que possa levar esse conhecimento para que a empresa deixe de ter.